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INSPIRAÇÕES


Breve história do bordado de guimarães

No Séc. a Condessa Mumadona fundou aquilo que é hoje a Colegiada da Nossa Senhora da Oliveira. Foi talvez aqui onde se efectuaram os primeiros pontos no que viria a ser um dos bordados regionais mais bonitos do país. Os bordados eram tradicionalmente feitos por homens habilidosos, e por mulheres que na maioria faziam parte da família dos bordadores. Era considerada uma arte exigente e digna da burguesia, onde se aprendia desde muito cedo, até se tornarem mestres do saber.
Terra de burguesia, onde habitava o Duque de Bragança, estes bordados vestiam gentes da nobreza e do clero que exibiam as suas luxuosas vestes muitas vezes bordadas com ouro. Altamente exigentes, as encomendas obedeciam a um rigoroso padrão de qualidade e beleza, o que levava os bordadores a uma constante evolução nas ideias e no próprio desenho do bordado. Nos séc. XVI e XVII deu-se o apogeu e o alargamento da arte.
Os tempos foram mudando e a ostentação das luxuosas vestes caíram em total desuso, assim como os bordados passaram a ser criados por mãos apenas femininas, das classes mais ricas, que o laboravam em horas de lazer e convívio. A arte na altura era ensinada nos colégios femininos e as criadas depois de ensinadas ajudavam nos detalhes do bordado nas casas onde trabalhavam.
Mais tarde, depois da revolução francesa, surgiu o bordado a branco que, se enquadrava no novo espírito do império neoclássico e o romântico. Com a industrialização e o ensino público feminino, o bordado, sempre directamente ligado á região, e à economia local, passou a ser alvo de negócio que as mulheres dominavam trabalhando em fábricas, ou em casa, se fossem casadas. Somente as mulheres solteiras iam trabalhar na fábrica, mas o negócio prolongava-se ao interior da família onde as casadas podiam trabalhar descansadas. Os bordados de Guimarães seguiam uma linha uniforma e geométrica, com volumes de linha considerável, e de uma cor só em cada bordado, mas diferentes cores podiam ser usadas individualmente, como o azul, vermelho, branco, beige, e o cinza.
Entre os séc. XIX e XX o bordado é usado nas zonas rurais, e muitos maridos vestiam as camisas de linho bordadas pelas mulheres do campo.
O bordado, definitivamente industrializado e conhecido como um bordado genuíno de grande beleza, passou a ser ensinado com disciplinas complementares de desenho, na escola Industrial e Comercial de Guimarães. Mas na altura o objectivo ara o estudo e a enraizamento das origens do bordado até à actualidade, para que as alunas pudessem ensinar em outras escolas a história, os pontos, e tudo o que envolvia o bordado. Desta forma pôde-se proteger a originalidade do bordado face a eventuais influências externas, como por exemplo o bordado de Viana.
Entre os anos 2004 e 2007 procedeu-se à certificação do bordado regional de Guimarães, com base em estudos e recolha de peças. Hoje em dia o bordado de Guimarães é executado em outras cidades nos arredores de Guimarães, assim como outros motivos regionais são executados um pouco por todo o país. Assiste-se a uma valorização determinada dos motivos de cada região que marcam épocas da história repleta de riquezas que, é posta em prática nos mais variados objectos.


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Bordado de Guimarães